terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Poema do idoso



Se meu andar é hesitante e minhas mãos trêmulas, ampare-me.

Se minha audição não é boa, e tenho de me esforçar para ouvir o que você está dizendo, procure entender-me.

Se minha visão é imperfeita e o meu entendimento escasso,ajude-me com paciência.

Se minha mão treme e derrubo comida na mesa ou no chão, por favor, não se irrite, tentei fazer o que pude.

Se você me encontrar na rua,não faça de conta que não me viu.Pare para conversar comigo. Sinto-me só.

Se você, na sua sensibilidade, me ver triste e só, simplesmente partilhe comigo um sorriso e seja solidário.

Se lhe contei pela terceira vez a mesma história num só dia, não me repreenda, simplesmente ouça-me.

Se me comporto como criança, cerque-me de carinho.

Se estou doente e sendo um peso, não me abandone.

Se estou com medo da morte e tento negá-la,por favor, ajude-me na preparação para o adeus.(Autor Desconhecido)